quarta-feira, 7 de março de 2012
Ato público no dia 8 de março – Dia Internacional da Mulher no Rio de Janeiro
“MULHERES NA RUA CONTRA A VIOLÊNCIA: POR TRABALHO DIGNO, DIREITOS E LEGALIZAÇÃO DO ABORTO”
No dia 8 de março de 2012, o movimento feminista do Rio de Janeiro estará nas ruas para celebrar o Dia Internacional das Mulheres e para levantar nossas bandeiras de lutas.
A partir do meio-dia, as entidades do movimento de mulheres estarão no Largo da Carioca com uma grande tenda, som, suas faixas e folhetos e a partir das 17:30h, será realizada uma caminhada até a Cinelândia, onde o ato se encerrará com uma ciranda.
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Declaração da Assembléia dos Movimentos Sociais - Porto Alegre (RS), Brasil
Nós, povos de todos os continentes, reunidos na Assembléia de Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Temático Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental, lutamos contra as causas de uma crise sistêmica, que se expressa em uma crise econômica, financeira, política, alimentar e ambiental, colocando em risco a própria sobrevivência da humanidade. A descolonização dos povos oprimidos e o enfrentamento ao imperialismo é o principal desafio dos movimentos sociais de todo o mundo.
Luta pela justiça climática e pela soberania alimentar
Luta para banir a violência contra a mulher
Luta pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e a militarização de nossos territórios
Os povos de todo o mundo sofrem hoje os efeitos do agravamento de uma profunda crise do capitalismo, na qual seus agentes (bancos, transnacionais, conglomerados midiáticos, instituições internacionais e governos servis) buscam potencializar seus lucros às custas de uma política intervencionista e neocolonialista. Guerras, ocupações militares, tratados neoliberais de livre comércio e “medidas de austeridade” expressas em pacotes econômicos que privatizam estatais, arrocham salários, reduzem direitos, multiplicam o desemprego e assaltam os recursos naturais. Tais políticas atingem com intensidade os países mais ricos do Norte, aumentam as migrações, os deslocamentos forçados, os despejos, o endividamento e as desigualdades sociais.
A lógica excludente deste modelo serve tão somente para enriquecer uma pequena elite, tanto nos países do Norte como nos do Sul, em detrimento da grande maioria da população. A defesa da soberania e da autodeterminação dos povos e da justiça social, econômica, ambiental e de gênero são a chave para o enfrentamento e a superação da crise, fortalecendo o protagonismo de um Estado livre das corporações e a serviço dos povos.
O aquecimento global é resultado do sistema capitalista de produção, distribuição e consumo. As transnacionais, as instituições financeiras, os governos e organismos internacionais a seu serviço não querem reduzir suas emissões de gases de efeito estufa. Agora, tentam nos impor a “economia verde” como solução para a crise ambiental e alimentar o que, além de agravar o problema, resulta na mercantilização, privatização e financeirização da vida. Rejeitamos todas as falsas "soluções" para essas crises, como agrocombustíveis, transgênicos, geoengenharia e mercados de carbono, que são apenas novos disfarces do sistema.
A realização da Rio+20, no mês de junho no Rio de Janeiro, passados 20 anos da ECO 92, reforça a centralidade da luta por justiça ambiental em oposição ao modelo de desenvolvimento capitalista. A tentativa de esverdeamento do capitalismo, acompanhada pela imposição de novos instrumentos da “economia verde”, é um alerta para que os movimentos sociais reforcemos a resistência e assumamos o protagonismo na construção de verdadeiras alternativas à crise.
Denunciamos a violência contra a mulher, exercida regularmente como ferramenta de controle de suas vidas e de seus corpos, e o aumento da superexploração de seu trabalho, utilizado para amortecer os impactos da crise e manter a margem de lucros constantes das empresas. Lutamos contra o tráfico de mulheres e de crianças e o preconceito racial. Defendemos a diversidade sexual, o direito à autodeterminação de gênero e lutamos contra a homofobia e a violência sexista.
As potências imperialistas utilizam bases militares estrangeiras para fomentar conflitos, controlar e saquear os recursos naturais, e promover ditaduras em vários países. Denunciamos o falso discurso de defesa dos direitos humanos que muitas vezes justifica as ocupações militares. Manifestamos-nos contra a persistente violação dos direitos humanos e democráticos em Honduras, especialmente en el Bajo Aguan, o assassinato de sindicalistas e lutadores sociais em Colômbia e o criminoso bloqueio a Cuba – que completa 50 anos. Lutamos pela libertação dos cinco cubanos presos ilegalmente nos Estados Unidos, a ocupação ilegal das Ilhas Malvinas pela Inglaterra, as torturas e as ocupações militares promovidas pelos Estados Unidos e pela OTAN na Líbia e no Afeganistão. Denunciamos o processo de neocolonização e militarização que vive o continente africano e a presença da Africom. Nossa luta também é pela eliminação de todas as armas nucleares e contra a OTAN.
Expressamos nossa solidariedade com as lutas dos povos do mundo contra a lógica depredadora e neocolonial das indústrias extrativas e mineiras transnacionais, em particular, com a luta do povo de Famatina, na Argentina, e denunciamos a criminalização dos movimentos sociais.
O capitalismo destrói a vida das pessoas. Porém, a cada dia, nascem múltiplas lutas pela justiça social para eliminar os efeitos deixados pelo colonialismo e para que todos e todas tenhamos qualidade de vida digna. Cada uma destas lutas implica uma batalha de idéias o que torna imprescindíveis ações pela democratização dos meios de comunicação, hoje controlados por grandes conglomerados, e contra o controle privado da propriedade intelectual. Ao mesmo tempo, exige o desenvolvimento de uma comunicação independente, que acompanhe estrategicamente nossos processos.
Comprometidos com nossas lutas históricas, defendemos o trabalho decente e a reforma agrária como único caminho para dar impulso à agricultura familiar, camponesa e indígena e passo central para alcançar a soberania alimentar e a justiça ambiental. Reafirmamos nosso compromisso com a luta pela reforma urbana como instrumento fundamental na construção de cidades justas e com espaços participativos e democráticos. Defendemos a construção de outra integração, fundamentada na lógica da solidariedade e o fortalecimento de processos como a UNASUR e a ALBA.
A luta pelo fortalecimento da educação, da ciência e da tecnologia públicas a serviço dos povos, assim como a defesa dos saberes tradicionais se tornam inadiáveis, uma vez que persiste sua mercantilização e privatização. Diante disso, manifestamos nossa solidariedade e apoio aos estudantes chilenos, colombianos, porto-riquenhos e de todo o mundo que continuam em marcha na defesa de esses bens comuns.
Afirmamos que os povos não devem continuar a pagar por esta crise sistêmica e que não há saída dentro do sistema capitalista!
Encontram-se na agenda grandes desafios, que exigem que articulemos nossas lutas e que nos mobilizemos massivamente.
Inspirados na história de nossas lutas e na força renovadora de movimentos como a Primavera Árabe, o Ocuppy Wall Street, os “indignados” e na luta dos estudantes chilenos, a Assembléia dos Movimentos Sociais convoca as forças e atores populares de todos os países a desenvolver ações de mobilização, coordenadas em nível mundial, para contribuir com a emancipação e a autodeterminação de nossos povos, reforçando a luta contra o capitalismo.
Convocamos todos e todas a fortalecer o Encontro Internacional de Direitos Humanos em Solidaridad com Honduras e a construir o Fórum Social Palestina Livre, reforçando o movimento global de boicote, desinvestimentos e sanções contra o Estado de Israel e sua política de apartheid contra o povo palestino.
Tomemos as ruas a partir do dia 5 de junho, numa grande jornada de mobilização global contra o capitalismo. Convocamos a impulsionar a Cúpula dos Povos por justiça social e ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns frente a la Rio+20.
Se o presente é de luta, o futuro é nosso!
Porto Alegre, 28 de janeiro de 2012
Assembléia dos Movimentos Sociais
Assembléia dos Movimentos Sociais
sábado, 28 de janeiro de 2012
1ª Plenária Estadual da MMM/RJ de 2012 - dia 11 de fevereiro
Nossa plenária será realizada dia 11 de fevereiro (sábado) e a programação será de 09h30min às 14h como definimos nas plenárias do ano passado. A Plenária será na CUT-RJ , que fica na Av. Presidente Vargas 502, 15º andar, Centro, Rio de Janeiro.
Vamos mobilizar o máximo de companheiras para o nosso reencontro pois temos muitas desafios e tarefas para o ano que se inicia.
Atenção para a pauta e não se esqueça de trazer algo bem gostoso para lancharmos!
09h30min – Conversa Informal + Café da Manhã
09h45min - Dinâmica de Abertura da Plenária
10h – Divisão em Grupos para ler textos sobre 08 de Março – grupos deverão debater o texto e propostas de ação em MARÇO de 2012.
11h30min– Apresentação dos Grupos e Aprovação das Atividades referentes ao 8 de Março.
12h – Dinâmica de Mobilização.
12h15min – Informes da Rio + 20 12h30min – Divisão em Grupos para debater o tema Rio + 20
13h – Apresentação dos Grupos e Aprovação de Atividades referentes ao tema
13h 30min – Considerações finais, outros encaminhamentos necessários de agenda e funcionamento em 2012, informes gerais ...
14h Dinâmica de Encerramento.
O lanche estará sendo servido a todo momento para que cada uma vá pegar conforme tenha necessidade/fome. Não haverá uma parada pois a plenária não será de todo.
Convoquem outras companheiras, vamos todas juntas, mulheres em movimento mudar o mundo para mudar a vida das mulheres!
Seguiremos em Marcha! Até que todas sejamos livres!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Programação da MMM no Fórum Social Temático
Programação prioritária da MMM no Fórum no Fórum Social Temático em Porto Alegre:
Dia 24 de janeiro
15h - Marcha de Abertura Concentração no Largo Glênio Peres
Dia 25 de janeiro
9h - Feminismo e Ecologia: Mulheres em Luta contra o Capitalismo Verde
Local: Casa de Cultura Mário Quintana, Sala Lili Inventa o Mundo
13h30 – Plenária da Marcha Mundial das Mulheres
Local: Plenarinho Assembléia Legislativa, 3º Andar
Dia 26 de janeiro
10h - Construindo a democracia Real: democracia participativa e ferramentas digitais
Local: Auditório SindBancários: Rua General Câmara, 424, 3º andar
18h15 – Painel #OccupyWallStreet : Uma economia a serviço das pessoas
Local: Casa de Cultura Mário Quintana
Dia 27 de janeiro
9h – O controle corporativo do debate global sobre a crise climática e econômica: a luta global para desmantelar o poder das transnacionais
Local: Casa de Cultura Mário Quintana
13h – Alimentos – Produção – Consumo: Olhares das Mulheres sobre a Sustentabilidade
Local: Memorial do RS
17h – Conexões feministas: Nas Ruas e Na Rede!
Local: Casa de Cultura Mário Quintana
Dia 28 de janeiro
14h - Assembléia dos Movimentos Sociais
Local: Usina do Gasômetro
17h - Ato Publico Rumo à Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental – Contra a Mercantilização da Vida, em Defesa dos Bens Comuns!
Local: Usina do Gasômetro
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