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sábado, 9 de abril de 2011

Ação da MMM: Domingo de sol no Aterro

Dia 27 de Março de 2011, um domingo de sol no Aterro do Flamengo e nós estávamos lá com nossas bandeiras, nosso piquenique, nossas palavras de ordem, panfletando Contra a Violência Doméstica e Sexual, assim como contra a mercantilização dos nossos corpos e nossas vidas.

Mulheres militantes da Marcha Mundial das Mulheres, jovens e ou da boa idade, trabalhadoras, estudantes, aposentadas, brancas, negras mestiças e mulatas, da capital do estado e da baixada fluminense, somos várias mulheres que em movimento e com irreverência vamos às ruas todos os anos dizer que Seguiremos em Marcha, até que todas sejamos livres!!!

Neste último domingo de março de 2011 fechamos os eventos do mês internacional das mulheres, sim porque um dia só não basta!

Em meio a banhistas, desportistas correndo e ou pedalando, ou transeuntes simplesmente curtindo a beleza da cidade maravilhosa em pleno Aterro do Flamengo numa manhã de domingo ensolarada, nós recitamos poemas feministas, falamos dos números da violência contra mulher, fizemos uma dinâmica de construção coletiva de uma frase, palavra a palavra para definir FEMINISMO, e demos depoimentos de 30segundos sobre as nossas vivências nesta luta que é cotidiana, pois somos mulheres e não mercadorias!

Agora vamos fortes e unidas rumo ao seminário de formação que nos preparará para a 3ª Conferencia Nacional de Políticas Publicas Para as Mulheres assim como para a edição de 2011 da Marcha das Margaridas.

Veja as fotos:
Ação MMM/RJ Março 2011

quarta-feira, 9 de março de 2011

8 de Março no Bloco Maria Vem com as Outras

Dia Internacional das Mulheres e Carnaval, sim é possível essa combinação dar certo! Nós da Marcha Mundial das Mulheres defendemos um movimento irreverente, alegre, que proteste sim, lute sim, por outro mundo mais solidário, igualitário com menos pobreza e violência sexista, mas acreditamos que é possível estar em movimento por mudanças de forma lúdica, e sim isso pode dar samba, isso o bloco Maria Vem Com as Outras nos ensinou.

Terça-feira de Carnaval, último dia oficial de folia, dia que todas e todos vão para as ruas pular carnaval, mesmo quem ficou em casa nos outros dias, pois é “a ultima chance” de ser folião. Em 2011 a terça-feira de carnaval ainda contou com mais uma “magia”, pois foi dia 08 de março, DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES.

Embaladas por essa conjuntura desfilou ontem pela Lapa o Bloco Maria Vem Com as Outras, que conta com uma bateria de mulheres e vocalista mulher. A letra do samba falava sobre liberdade, vida, mudanças e lembrava algumas mulheres que marcaram nossa história como Simone de Beauvoir, Maria Bonita, Lélia Gonzales e Chiquinha Gonzaga.

O bloco arrastou muitas bruxas, mulheres maravilhas, e Marias de todos os tipos: Cores, Raças/Etnias, orientação sexual, e idade. Marias, mulheres que foram se juntando trazendo seus amigos, companheiros, mulheres que se manifestavam também com suas fantasias, ou pirulitos denunciando a violência contra mulher em todo o mundo, mas também falavam de salário igual para trabalho igual, e da alegria de um Carnaval com a nossa cara, sem imposições de padrões de beleza, e com o nosso ritmo, as nossas mulheres mostrando que sim, nós podemos!

Enfim as mulheres estiveram em movimento no dia internacional das mulheres de 2011 no Rio de Janeiro, dizendo que podemos mudar o mundo e ter um carnaval com a nossa cara, é claro que nós da Marcha Mundial das Mulheres não podíamos ter ficado de fora dessa festa, desse dia de luta, comemoração, denuncia protesto, mas principalmente alegria porque como diz o samba das Marias viemos para viver, iluminando a trajetória e a vitória de mulheres que fazem acontecer!

Agora convidamos todas a continuar a luta e a folia no ato da Marcha Mundial das Mulheres Rio de Janeiro no dia 27 de Março as 10h no Aterro do Flamengo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Mensagem da Marcha Mundial das Mulheres para o dia 8 de Março


Começamos 2011 com esperança e revolução em nossos corações e mentes, enquanto ao mesmo tempo em que apoiamos as lutas por autodeterminação e democracias participativas no norte da África e o mundo árabe. Os povos de Argelia, Baherein, Egito, Iran, Líbia, Marrocos, Túnisia e Síria tem demonstrado que os levantes massivos de mulheres e homens tem o poder de derrubar governos e ditaduras. As vozes das mulheres são cruciais para a construção do povo, e nesse Dia Internacional das Mulheres, renovamos o compromisso de lutar junto a companheiras para assegurar sua participação ativa nos processos de transição de seus países.

Passado um ano do lançamento da 3ª. Ação Internacional, nós, feministas e ativistas da Marcha Mundial das Mulheres – seguimos marchando, resistindo e construindo alternativas. Renovamos nosso compromisso de organizarmo-nos coletivamente até que todas nós sejamos livres da opressão e discriminação com as quais lidamos como mulheres. Temos o compromisso de fortalecer, consolidar e expandir nosso movimento de base, permanente, ao redor do mundo.

Nos desafia a necessidade de analisar, construir e fortalecer os vínculos entre nossos campos de ação – Trbalho da Mulheres (por autonomia econômica); Violência contra as Mulheres; Bens Comuns e Serviços Públicos, Paz e Desmilitarização – em nossa luta por autonomia sobre nossas vidas, corpo e territórios. As ações que realizamos como parte da 3ª. Ação Internacional fizeram víncluos ainda mais explícitos e visíveis: os interesses econômicos das corporações internacionais e os interesses geo-políticos, de governos que são combustíveis para os conflitos (como na República Democrática do Congo e na Colômbia); o uso sistmático da violência contra as mulheres como arma de guerra nesses conflitos; a exploração do trabalho produtivo e reprodutivo e do meio ambiente para fortalcer o patriarcado e o racismo para proteger o capitalismo de sua crise sistemica; a privatizaçção dos serviços públicos e dos recursos naturais; e a promoção do capitalismo verde para seguir maximizando a riqueza e os lucros.

São acçoes locais, nacionais e regionais concretas em distintos países que dão significado a estas ligações entre nossos Campos de Ação. Quando fazemos protestos diante das bases militares estrangeiras ou instalações militares em nossos países, ou quando fazemos ações diretas para fazer pressao sobre nossos goversnos para que diminuam os gastos militares, estamos dizendo “Basta”! a militarização de nossas comunidades e sociedades. Quando nos mobilizamos diantes das embaixadas nossa solidariedade é traduzida em ações em nome de nossas companheiras que estão presas, torturadas, estupradas e criminalizadas em outros países. Quando fazemos escutar nossas vozes, quando estamos visíveis e irreverentes, estamos desafiando o sistema patriarcal onde os espaços naturais das mulheres são a casa e a família.

Quando exigimos salários iguais para trabalhos iguais e direitos trabalhistas, estamos lutando por condições de trabalho justas para todas as companheiras exploradas no sistema globalizado e capitalista. Quando resistimos às falsas soluções para as mudanças climáticas (o mercado de carbono, os agrocombustíveis, REDD, etc), estamos demonstrando que nao podemos aceitar a destruiçao dos povos e de nosso planeta enquanto as grandes empresas seguem contaminando e destruindo. Quando nos mobilizamos contra as corporações que exploram minérios transnacionais que tem suas sedes nos países europeus e norte-americanos, estamos mostrando que não aceitamos a exploração do meio ambiete e dos povos nos países onde a economia é dependente da exportação de metais e mineirais

Em um mundo globalizado e de livre mercado o sistema capitalista e patriarcal não tem fronteiras, enquanto povos são controlados dentro de seus territórios ou forçados a fugir de seus territórios ancestrais. Seguimos em solidariedade com nossas companheiras e companheiros – no Sahara Ocidental, Palestina, o mundo Árabe e o Oriente Médio, na Costa do Marfim, Honduras e Curdistão – lutando pelo controle e descolonização de suas terras e seus recursos naturais, para acabar com a exploração de seus povos, pela paz e contra os conflitos e a militarização.

Não nos calaremos com balas, bombas e agressões! O 8 de março é um dua histórico para a luta das mulheres no calendário feminista e estaremos, uma vez mais, nas ruas para protestar, denunciando e celebrando as vitórias que teremos em 2011!


¡Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!