domingo, 13 de março de 2011

Ação Feminista domingo no Parque

Todas estão convidadas....

Dando continuidade às atividades em celebração do Dia Internacional das Mulheres no Rio de Janeiro, Marcha Mundial das Mulheres/RJ organizará no dia 27 de março (domingo), a partir das 10 horas, uma ação feminista no Aterro do Flamengo. Teremos panfletagem, oficina, música e pic-nic coletivo.

Nosso ponto de encontro: no gramado, depois da passagem subterrânea, na altura do Bar Belmonte (Praia do Flamengo nº 500).

sábado, 12 de março de 2011

Marcha das Margaridas 2011 - Chamada Geral

A Contag está divulgando o vídeo da 4ª Edição da Marcha das Margaridas que acontece esse ano em agosto.

2011 Razões para Marchar por desenvolvimento sustentável com justiça, autonomia, igualdade e liberdade

quarta-feira, 9 de março de 2011

8 de Março no Bloco Maria Vem com as Outras

Dia Internacional das Mulheres e Carnaval, sim é possível essa combinação dar certo! Nós da Marcha Mundial das Mulheres defendemos um movimento irreverente, alegre, que proteste sim, lute sim, por outro mundo mais solidário, igualitário com menos pobreza e violência sexista, mas acreditamos que é possível estar em movimento por mudanças de forma lúdica, e sim isso pode dar samba, isso o bloco Maria Vem Com as Outras nos ensinou.

Terça-feira de Carnaval, último dia oficial de folia, dia que todas e todos vão para as ruas pular carnaval, mesmo quem ficou em casa nos outros dias, pois é “a ultima chance” de ser folião. Em 2011 a terça-feira de carnaval ainda contou com mais uma “magia”, pois foi dia 08 de março, DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES.

Embaladas por essa conjuntura desfilou ontem pela Lapa o Bloco Maria Vem Com as Outras, que conta com uma bateria de mulheres e vocalista mulher. A letra do samba falava sobre liberdade, vida, mudanças e lembrava algumas mulheres que marcaram nossa história como Simone de Beauvoir, Maria Bonita, Lélia Gonzales e Chiquinha Gonzaga.

O bloco arrastou muitas bruxas, mulheres maravilhas, e Marias de todos os tipos: Cores, Raças/Etnias, orientação sexual, e idade. Marias, mulheres que foram se juntando trazendo seus amigos, companheiros, mulheres que se manifestavam também com suas fantasias, ou pirulitos denunciando a violência contra mulher em todo o mundo, mas também falavam de salário igual para trabalho igual, e da alegria de um Carnaval com a nossa cara, sem imposições de padrões de beleza, e com o nosso ritmo, as nossas mulheres mostrando que sim, nós podemos!

Enfim as mulheres estiveram em movimento no dia internacional das mulheres de 2011 no Rio de Janeiro, dizendo que podemos mudar o mundo e ter um carnaval com a nossa cara, é claro que nós da Marcha Mundial das Mulheres não podíamos ter ficado de fora dessa festa, desse dia de luta, comemoração, denuncia protesto, mas principalmente alegria porque como diz o samba das Marias viemos para viver, iluminando a trajetória e a vitória de mulheres que fazem acontecer!

Agora convidamos todas a continuar a luta e a folia no ato da Marcha Mundial das Mulheres Rio de Janeiro no dia 27 de Março as 10h no Aterro do Flamengo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vídeo da 3ª Ação da MMM - 13 a 17 de outubro de 2010/RD Congo

Belíssimo vídeo sobre a Marcha no Congo, onde foi finalizada a Ação da MMM de 2010, do fotógrafo Pierre Yves Ginet, que há doze anos fotografa a resistência de mulheres no mundo inteiro.
A produção é francesa, mas mesmo que não se entenda todo discurso, dá para sentir a energia e a força das mulheres!

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Marche Mondiale des Femmes - RD du Congo
Enviado por Femmesenresistance-Expos. - Vídeos de notícias da mídia alternativa.">

domingo, 6 de março de 2011

A evolução da liberdade?

Um ótimo texto de nossa companheira da MMM, Alessandra Terribile, para o debate e reflexão principalmente nesse período de carnaval. Publicado originalmente em http://terribili.blogspot.com/2011/03/evolucao-da-liberdade.html

A evolução da liberdade?

O Carnaval é das festas mais tradicionais e aguardadas no Brasil. Em cada estado, as pessoas festejam a seu modo, e a alegria unifica tudo numa coisa só. Essa é a imagem bela que temos do Carnaval: bailes, blocos de rua, festas populares, muita gente feliz que, por 4 dias, consegue esquecer seus problemas e se irmana com desconhecidos e desconhecidas que estão sob a mesma condição.

O problema é que, como tudo, o Carnaval não é só beleza não. Todo ano, relatos de excessos cometidos por foliões Brasil afora deixam de orelha em pé qualquer pessoa que tenha algum apreço pelos direitos humanos. Entre tanta prática de barbárie, uma apresenta-se bastante comum: o desprezo pelas mulheres, seus direitos e sua autonomia.

Quem nunca ficou sabendo de uma história carnavalesca que envolveu violência sexual? Pra nem ir tão longe: quantas vezes você soube que, no meio da festa, passaram a mão em fulana ou beltrana? Quantas vezes você viu mulheres serem agarradas à força nessas situações? Pior: quantas vezes você ouviu, diante disso tudo, que “não se leve a mal, hoje é Carnaval”?

A celebração vira justificativa para uma porção de absurdos que, algumas vezes, nem são tolerados fora do contexto de Carnaval, mas sob ele são aceitos como se fossem práticas sociais recorrentes e até premiadas.

Há mulheres que deixam de freqüentar alguns espaços por causa do assédio fora de qualquer limite. Ficam constrangidas diante da imposição de um beijo, de um abraço, de uma mão em seu peito ou em sua bunda. Essas mulheres são mais numerosas do que se imagina.

Isso sem contar que o turismo sexual corre solto nessa época, ainda mais que em outras. Afinal, a propaganda que se faz do Brasil lá fora parece dizer que é a terra das mulheres gostosas e do sexo fácil e descompromissado. Milhares de mulheres sambando peladas, closes ginecológicos nas coberturas de TVs, fotos pornográficas em qualquer site de internet. Isso pra nem falar de como são retratadas as mulatas, pois o Carnaval é mais um momento em que o preconceito e a opressão das mulheres negras se reafirmam com muito mais força.

“Não seja exagerada ou moralista” é algo que certamente ouvirei (ou lerei) por conta desta opinião. Evidente que o Carnaval não é só a parte da falta de limites e da agressão de mulheres, seja pela mercantilização do seu corpo, pela vulgarização da sua imagem ou pela coerção física mesmo. Mas é conveniente tratar deste assunto agora, este ano, mais do que nunca, porque 8 de março de 2011 – Dia Internacional da Mulher – será terça-feira de Carnaval.

“Ô sua mal amada, que tem inveja das mulheres que podem ficar nuas na frente de todo mundo porque são belas”; ou “Deixa de ser histérica, que a maioria das mulheres nem se sente ofendida por nada disso que você está falando”. Mas é que este blog tem um público de esquerda, consciente da vida real, das desigualdades, da opressão, que sabe que as coisas não acontecem por acaso.

A luta das mulheres no Brasil e no mundo é histórica, conquistou muita coisa, transformou o mundo todo. Mas ainda falta muito. Nem precisamos nos alongar pra justificar essa afirmação, basta olhar os conhecidos dados acerca da violência contra mulheres, desigualdade salarial, atribuições domésticas, etc.

Bandeiras caras ao feminismo, como aquela contra a exploração do corpo das mulheres, contra a mercantilização, em defesa do livre exercício da sexualidade e contra todo tipo de violência são altamente contrariadas durante o Carnaval, em salões, blocos e TVs do país inteiro. Não pode ser um momento de exceção: a humilhação, coação e opressão das mulheres devem ser combatidas todos os dias do ano.

E pra quem fica indignada ou indignado diante da completa banalização que se faz do corpo feminino nessa época, que é exposto como se fosse uma lata de sardinha no supermercado, ou um frango assado girando em volta de si mesmo numa padaria, não se sinta ultrapassado ou moralista. Anacrônica é essa forma de ver as mulheres. E uma indignação coletiva e em voz alta pode ajudar a alterar as coisas como estão – porque, como disse Paulo Freire, o mundo não é, o mundo está sendo.

Neste 8 de março, além de guerrear contra a indústria de cosméticos e seus afins, que não se conforma enquanto não tornar nosso dia de luta em mais um dia de comércio, temos esse forte adversário pela frente: a naturalização da opressão e a ideia de “período de exceção”. Mas nós, feministas, que tantas batalhas já vencemos, não tememos essa não. E viva o dia internacional da mulher!